Acompanhamento de Operações
Condução das etapas posteriores à análise: atendimento a diligências, apoio à contratação, acompanhamento das liberações, prestação de contas e ROV, conforme o escopo contratado.
Aprovação não é o fim do processo
É comum tratar a aprovação como linha de chegada. Não é. Entre o parecer favorável e o dinheiro efetivamente aplicado no investimento existe um percurso que pode levar meses e que trava por razões quase sempre operacionais.
A operação é contratada, mas os recursos não saem de uma vez. Eles são liberados por etapas, condicionadas à comprovação de que a etapa anterior foi executada conforme o projeto aprovado. Cada liberação exige documentação, e documentação incompleta significa liberação parada — com a obra em andamento e o cronograma correndo.
O que acontece nessa fase
Diligências. Ao longo da análise e mesmo depois dela, o banco levanta questões: um esclarecimento sobre premissa, um documento adicional, uma adequação no projeto. Responder exige conhecer o projeto por dentro; resposta imprecisa gera nova diligência e o processo se alonga.
Contratação. A formalização envolve conferência de condições, garantias e cláusulas. É o momento de verificar se o que foi contratado corresponde ao que foi estruturado.
Liberações. Cada parcela liberada precisa ser justificada pelo estágio físico do investimento. Descompasso entre o cronograma financeiro e a execução real é o que mais atrasa essa etapa.
Prestação de contas e ROV. Os recursos do FNO têm destinação vinculada. O Relatório de Origem e Verificação comprova que o valor foi aplicado no que foi aprovado. Não é formalidade: desvio na aplicação faz o tomador perder os benefícios da operação, inclusive o bônus de adimplência.
Por que vale acompanhar
O risco desta fase é diferente do risco da análise. Ali, o que estava em jogo era a aprovação. Aqui, o que está em jogo é o cronograma do seu investimento — e, no limite, a manutenção das condições que tornaram a operação vantajosa.
Uma operação bem estruturada que trava na prestação de contas custa ao empresário o mesmo que uma mal estruturada: tempo e capital parado.
O escopo desta frente é definido em contrato. Ela pode ser contratada junto com a estruturação ou separadamente, inclusive por quem estruturou a operação por conta própria.
Inclui
- Atendimento a diligências levantadas na análise
- Apoio na etapa de contratação
- Acompanhamento das liberações de recursos
- Prestação de contas dos valores liberados
- Relatório de Origem e Verificação (ROV)
Para quem
- Operação aprovada que ainda precisa percorrer contratação e liberações
- Empresa que recebeu diligência e não sabe exatamente o que responder
- Investimento executado por etapas, com liberações condicionadas a comprovação
- Quem contratou o financiamento e precisa organizar a prestação de contas
O que você precisa ter em mãos
Não é pré-requisito para conversar. É o material que permite começar — e se algo estiver faltando, indicamos onde obter.
- Comunicações recebidas do banco ao longo da operação
- Notas fiscais e comprovantes dos itens executados
- Registro do andamento físico do investimento
Outras frentes
Projetos de Viabilidade Econômico-Financeira
A entrega técnica central. Modelagem econômica e financeira do investimento, com a fundamentação documentada de cada premissa.
Estruturação de Operações FNO
Do diagnóstico de enquadramento à interface técnica com o banco ao longo da análise.
Estudos de Mercado
Fundamentação das premissas comerciais do projeto — o trabalho que sustenta a projeção de receita.
Sua operação se encaixa neste escopo?
A avaliação inicial não tem custo. Se identificarmos que outro caminho atende melhor, informamos.